domingo, 28 de agosto de 2011

Divagações 2



E pensar que quase desisti de tudo por tão pouco, mas cada vez que isso acontece, só consigo perceber como posso ser mais forte.
Os dias vão passando e eu consigo notar qual é a minha verdadeira função e que culpar a Deus pelos meus problemas não faz com que eles se resolvam, mas acreditar que Ele existe faz com que eu tente compreender ainda mais o enorme processo de mundo do qual eu faço parte.
Hoje pra mim foi um dia muito importante, não só porque eu realizei algo grande, mas porque eu consegui chegar confiando em mim mesma, acreditando nos planos de Deus e confiando na minha própria capacidade de discernimento. Conheci alguém interessante, reafirmei um vínculo com alguém muito querido, dei noticias boas, me senti feliz por alcançar determinados objetivos, por me sentir capaz de fazer, de realizar, de estar, me sentir pertencente a algo.
Isso tudo que aconteceu, embora tenha me deixado muito feliz, não é a melhor e a maior fatia do meu bolo, pois a maior e melhor fatia está lá, junto das pessoas que eu amo, junto dos que torceram pra mim, junto com aqueles que me apoiaram, que me ligaram pra demonstrar preocupação, lá junto do meu pai que, mesmo dentro de todos os seus longos momentos de silêncio, nesse momento específico me aconselhou, minha irmã que disse: ”olha, só posso dizer uma coisa: seja você mesma o tempo todo e tudo vai dar certo!” A mensagem de uma amiga muito querida que dizia “jamais duvide daquele que te devolveu as esperanças”.
A todas essas pessoas eu sou imensamente grata, minha felicidade está em saber que mesmo eu aqui, longe, falando pouco e mandando poucas notícias, vocês ficaram torcendo por mim e me apoiando constantemente.
Pode ser que no dia de amanha eu não mais esteja aí, do lado de vocês, mas isso não significa e jamais significará que eu estou longe, pois meu coração sempre estará aí com vocês, afinal, pode-se tirar tudo de um homem, mas jamais aquilo que ele conseguiu alcançar com seu próprio esforço e merecimento. Não se pode tirar o reconhecimento, nem o bem- querer das pessoas, nem seus sentimentos.
Sinto como se minha vida fosse um livro e hoje dou início a um novo capítulo. Talvez este seja o capítulo mais ousado, com o título mais atrevido, mas ao mesmo tempo com a historia mais emocionante que eu possa viver... Não acho que isso seja um ponto final, mas sim uma fase, mais uma fase no meio de tantas outras que já vivenciei, uma fase diferente, dentro do reconhecimento de minha própria profissão, onde eu me reconheço como sendo capaz de fazer o melhor dentro daquilo que eu escolhi para minha vida.
O que posso dizer é obrigada, o que posso sentir por tudo que aconteceu e por todos que me apoiaram é gratidão.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Adeus


E, finalmente, chega a hora do adeus... Parece um tanto quanto triste dizer isso, assim como um “final”.
Se bem que, pela análise lógica da coisa, não se pode começar algo em nossas vidas sem antes terminar o que havíamos iniciado.
Embora isso nem pareça assim tão importante, eu de fato acho fundamental o término, aquele momento onde a gente coloca o ponto final na coisa, e recolhe os cacos do que sobrou, tenta colar com super bonder e... Bonito, bonito, não fica, mas passa a ser o princípio de algo diferente.
Não vou dizer que essas situações não nos deixam marcas, seria quase que impossível dizer tal coisa, mas ainda assim, aprendemos muito com cada tombo que levamos.
Hoje, finalmente, posso dizer adeus, não há mais culpa, nem vejo necessidade nenhuma da minha presença nesse espaço. Só o que   deve ser e nada mais, como um trecho de uma música do Titãs: “Veja só o que restou do nosso caso de amor, tratamento respeitável de Senhora e Senhor... Titãs – Senhora e Senhor”.
Descobri que realmente migalhas não me satisfazem e o que eu quero, eu quero por completo. Chega um momento em que as pessoas simplesmente não são suficientes, isso é absolutamente normal, fora do normal é não se contentar com isso e ainda assim continuar.
Percebo mais que isso, percebo que lealdade é algo constante e que não precisa ser demonstrado só na minha frente, mas o tempo todo, constantemente. Não se passa a mão na cabeça e depois agride pelas costas.
Nessa hora vejo como não me arrependo de ser exatamente como eu sou. Amiga quando amiga e inimiga quando inimiga, não há um meio termo. Não espere de mim palavras que tenham como finalidade te agradar, sou definitivamente cada vírgula do que eu penso sem mudar nenhuma delas.
O que mais gosto em mim é o meu nível de observação, não há o que eu não possa ver, não há que eu não possa saber e digo mais, que não há espaço que eu não possa penetrar... Isso pelo simples fato de ser de verdade...
 Hoje, de fato, muitas coisas mudam, eu realmente saio de um estágio probatório pra confirmar que o produto que tentei comprar realmente não era bom, vinha defeituoso e ao que tudo indica, não há conserto, se bem que gosto mais do termo “O lobo perde o pelo, mas não perde o vício”.
Seria trágico se não fosse cômico! Enfim, ter minha vida revirada de pernas pro ar num domingão inteiro; ter ganho uma viagem só de ida pra bem longe de tudo que eu gosto foi uma sensação única. Ter o olhar de julgamento dos entes queridos quase que te fuzilando e dizendo: “você fez cagada”; ter sensações horrorosas de que o mundo realmente poderia desabar nas minhas costas e mais que isso, além de desabar eu provavelmente não suportaria. De fato todas essas coisas não tiveram preço... E por serem inestimavelmente incalculáveis são extremamente danosas. Minha vida toda quase foi destruída por um ato incontrolável de fúria, por algo que de fato culpa minha não era, afinal, não posso fazer parte da falta de zelo de outras pessoas. Penso que nenhuma desculpa ou palavras de ressentimento possam consertar tal dano, mas entendo perfeitamente a postura tomada, acredito que eu também ficaria do lado mais fragilizado, até aí perfeitamente aceitável, só não me peça compreensão. 
E nesses momentos é que percebemos exatamente como as pessoas são, e descobrimos exatamente do que são capazes. Não digo que isso é mal, muito pelo contrário, demonstra verdadeira presença, demonstra que este outro realmente faz parte da sua vida, enfim, companheirismo, parceria, mas no meu caso, significa simplesmente que não quero mais compactuar com esse tipo de atitude, não me faz bem, isso vem me tirar um peso das costas e vem me provar que nem sempre quem te passa a mão na cabeça sempre está ao seu lado. Penso que de agora em diante uma parte de mim deixa de ser, assim sendo modificada e adaptada a uma nova situação. E eis que chega ao fim uma canção que um dia escutei: “E se eu não chegar cedinho, espere mais um bocadinho – Túlio Borges - Zorro”. Eu simplesmente não espero, a vida não espera, o mundo não espera, nem o relógio espera... E termino esse texto de hoje com duas simples palavras usadas no cinema americano, mas muito popular aqui no Brasil: “The End”.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

...



Não há situação pior do que ter que esperar a vontade do outro, pra completar não há violência interna maior do que ter que passar pelo julgamento do outro. Na verdade fico a me perguntar o que faz essas pessoas tão diferentes assim para elas se julgarem no poder de decidir se alguém é bom o suficiente para algo sem nem ao menos uma avaliação mais profunda.
A violência do julgamento é tão devastador que pode ceifar das pessoas um principio de vida chamado esperança, tornando o pensamento motivador em veneno para que continuemos. Nesse momento, se não olharmos atentamente para nós mesmo é bem provável que deixemos esvair uma energia vital muito grande.
O mais triste de fazer essas terríveis colocações é ter que dizer que no mesmo dia da mesma semana passei pelas duas, a sensação é mais do que um vazio interno, é muito mais do que a impotência, é mais do que se sentir inútil.
Só tem uma diferença no meio de tudo isso, eu não me deixo levar por nada disso, tento arrancar forças de dentro do meu íntimo e me segurar o máximo pra que meus olhos não transbordem em lágrimas, e muitos diriam, que chorar é a atitude mais infantil que alguém poderia ter. Eu não discordo em nada, afinal como uma criança chorona que sou eu só quero colo, sentir o calor de alguém que me ame e me diga que tudo está ruim mas que não vai ficar assim e que tenho com quem contar e que sou capaz sim de vencer de fazer de realizar e que não há “dor de cotovelo” que possa arranhar a pintura do meu comprometimento.
Quanto ao resto que a gente espera para um relação feliz, eu já parei de esperar, mas se um dia nessa vida eu tiver que aconselhar, jamais o diria.
Fico pensando em qual seria o maior desejo do meu coração. Não seria difícil dizer, mas já acho não valer mais a pena, tanta espera, tanta expectativa e pra que? Talvez realmente existam alguns investimentos que nunca renderão nada, investimentos que não valem o esforço, nem o tempo nem as lágrimas e o pior investimentos que não compensam abraços nem longos sorrisos.
Já faz alguns dias que eu disse a uma amiga que talvez eu seja a ultima romântica... RS... Menti... Acho que não sou nada romântica, como podemos chamar de romântico alguém que trata seu amor como investimento?
Mas tudo bem... afinal não podemos acertar todas e nessa definitivamente eu não acertei!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Divagações 1

Eu estava analisando determinadas situações a meu respeito, percebo que sempre me expresso com clareza, que sempre dou minha opinião sobre os assuntos, principalmente os que me interessam. Sempre sei da maior parte das coisas que se passam, principalmente comigo, não deixando nada passar batido, nem sequer um pensamento, frase ou sentimento.
Sempre faço questão de analisar e esmiuçar tudo, mas de uns tempos para cá, alguma coisa não vem tendo a mesma entonação, não estou mais fazendo muita questão de me expressar, nem de demonstrar sentimentos, nem de fazer com que as coisas caminhem, simplesmente é como se eu tivesse enojada...
Quando situações desanimam, quando as pessoas perdem o brilho, quando não se tem mais vontade nem disposição para entender, quando sentimos o vazio que definitivamente não será preenchido, não há o que fazer e não há o que reclamar e menos ainda para quem reclamar.
Nessa hora viajo no mundo que mais me é familiar, no meio de pensamentos e possíveis soluções, tento me explicar, me justificar e até mesmo entender que as coisas não são da forma idealizada como sempre espero.
Antes, era como se tivesse um motor trabalhando em alta velocidade dentro de mim, que não precisasse de combustível nem de manutenção, só trabalhasse e gostasse de assim o fazer, mas agora as coisas perderam a graça, não sinto toda a empolgação e infelizmente, o que sempre acontece, assim como em qualquer processo, está acontecendo uma parada, talvez necessária, talvez forçada, que se traduz numa racionalização que é imensurável.
O pior de tudo isso é que não sei dizer se existe uma forma de que esse processo não ocorra... Talvez exista, ou talvez não...
Só posso dizer que cada vez mais tenho passado o tempo pensando em coisas que talvez eu nunca vá executar e idealizando momentos que talvez nunca venham a ocorrer e me distraio por fazer as coisas que me são obrigações, e tento tirar o maior prazer que essas tarefas possam me dar, sem muito reclamar e menos ainda sem deixar que elas parem de acontecer.
Não sei quanto tempo isso vai durar. Geralmente são insights rápidos causadores de mudanças repentinas, mas na maioria das vezes definitivas. Não sei dizer se gosto ou não dessa situação, ela me parece incomoda no começo, me deixa um pouco confusa em determinados momentos, mas elas acontecem. Não posso dizer que venham do “nada”, afinal, não há criação do vazio, não há existência no “nada”. Mas mesmo sem saber exatamente qual peça foi mexida pra que isso acontecesse, sei que as movimentações internas se seguem sem parar.
Não sei se tanta racionalização resolve o problema, se bem que sentimentalismo nunca foi minha maior virtude... Procuro sentir mais do que pensar, mas esse tipo de atitude vem se tornando cada vez mais difícil e mais complicada, pois a cada dia que passa, mais apertado fica o espaço que todo esse sentimento ocupa e maior se faz o campo das idéias.
Pode ser que esse processo venha a ser revertido, assim como tantas outras coisas foram, só não posso dizer como e nem quando isso ocorrerá. O que se sabe é que não existe um culpado pra isso, além da minha própria pessoa, afinal quem mais é responsável por meus sentimentos que não eu mesma?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Beijo



Quero falar sobre algo muito particular, talvez o mais particular que algo possa ser, mas que é banalizado: o beijo.
O beijo em si é tão importante que talvez tenhamos ridicularizado sua importância em nossas vidas. É através do beijo que muitos se cumprimentam: três beijinhos aqui, dois beijinhos ali, um beijinho aqui. Desculpem-me, não utilizo essa forma de cumprimento, afinal, como posso eu fazer parte de uma “cultura” que banaliza algo tão importante como o beijo?
Você permite que uma pessoa que você acabou de conhecer, que não tem nada a ver com você, que não te conhece, que não faz parte da sua vida encoste os lábios dela na sua face como se fosse a coisa mais natural do mundo? Desculpem-me, eu não aceito.
O beijo é tão sério e tão importante que posso dizer que talvez seja a maior entrega que alguém possa dar ao outro.
Quando a gente beija alguém que gosta, que ama, naquele instante de troca, no momento em que os dois lábios se tocam; que você sente toda a umidade dos lábios de outra pessoa; que se troca a respiração; que se fica tão próximo que ambos podem sentir o corpo todo estremecer, sentindo as mãos suarem mais do que o normal, mesmo parecendo tão natural, e consegue perceber exatamente aonde a sua mão vai e o que ela toca; desliza os dedos sobre os cabelos do outro e sente-se sendo acariciada; sente-se puxado por uma força quase incontrolável que praticamente cola os dois corpos juntos e os corações já não batem mais separados, tornando-se um só; sente que quanto mais próximo está, mais se sente seguro e mais quer que aquela sensação nunca acabe.
Ao beijar, você pode olhar dentro da alma de alguém e mostrar tudo o que você mesmo possui, como olhar através de um vidro extremamente fino e transparente. Trocar beijos é mais do que tocar o outro. Beijar o outro é se dar tão intimamente que não há barreiras pra que o outro chegue em você, não há como não se deixar levar pelo momento, não existe uma forma de controlar o que se sente. E as mãos praticamente não falam por si só e os toques e carinhos vão muito além de um simples roçar no outro: você sente o pulsar nas pontas dos dedos, você pode sentir o afeto e o carinho nas mãos que tocam o seu rosto suavemente, e naqueles mesmos lábios que carinhosamente descem pelo seu pescoço, beijando e sentindo uma sensação única de troca.
Beijar, como eu disse, vai muito além de qualquer outra entrega que se pode fazer, pois o que dizem mesmo ser íntimo, não é tão íntimo assim, pois nesses momentos você ainda pode mentir, pode fingir, pode dizer sentir algo que não sente e o outro, mesmo que não acredite, nunca vai poder saber se é verdade ou não o que você disse. Mas no beijo, não é preciso dizer nada disso, pois não existe a necessidade de explicar a entrega mais verdadeira que alguém poderia dar.
E depois ainda me chamam de antiquada por não ser adepta da moda do beijinho!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A doce ilusão da mentira


Depois do fim-de-semana acabei me questionando sobre um tema comum e que, de certa forma, faz parte da nossa realidade.  Engraçado que não só faz parte da nossa realidade, mas para algumas pessoas é a própria realidade.
Mentir.
O que leva uma pessoa a mentir???
Fiquei questionando sobre isso, porque, claro, obviamente eu mesma já menti, mas quando falo em mentir, realmente quero dizer o sentido bem patológico da situação.
Mentir por prazer de mentir, pra enganar, zombar, menosprezar as pessoas... Fiquei analisando verdadeiramente o que leva uma pessoa a mentir. Claro que, dentro de toda a minha curiosidade, só saber o porquê de mentir não é suficiente. Fiquei pensando sobre o motivo interno que leva essas pessoas a fazerem isso, a movimentar essa engrenagem única que uma vez colocada pra girar não pára mais. Acho que isso explica bem o clichê: “uma mentira leva à outra”.
E como eu não poderia deixar de relatar minha própria experiência de vida, eu já conheci alguém que mentia muito. Mentia onde trabalhava, mentia sobre o que gostava, mentia sobre o que realmente fazia e depois de todas essas mentiras fiquei até a duvidar se o nome específico desse indivíduo era o que ele havia me informado.
Engraçado que, embora sempre existisse algo dentro de mim que dissesse, ou melhor gritasse, que algo estava errado, eu não me importei. Quando verdadeiramente descobri “a verdade”, eu nem me incomodei, simplesmente me afastei.
Quando me refiro a afastamento, se trata de um afastamento efetivo mesmo, onde não há mais conversas, não há desculpas, não há justificativas e menos ainda, explicações. Esse afastamento se refere a quase uma aniquilação completa de qualquer lembrança que um indivíduo dessa natureza possa ter deixado em mim. Não me senti mal em fazer nada disso e nem me arrependo de que as coisas tenham sido dessa forma, mas uma coisa ainda existe dentro de mim: o sentimento de pena, de dó, por saber que mais do que contar uma mentira pra um estranho, essas pessoas enganam elas mesmas, fingindo ser algo que não são, fingindo gostar do que não gostam, fazer o que não fazem.
Sinto pena porque já é tão pesado carregar as nossas próprias máscaras, tendo que olhar todo dia pra coisas que podemos nunca verbalizar com outras pessoas, mas que vão estar lá e que nós vamos ter que olhar. Tudo isso já é tão desconcertante e pesado e doloroso... Agora imagina uma pessoa assim, que já não consegue mais nem diferenciar ,o que é dela, o que é mentira, o que ela acredita, ou o que disse para as pessoas que acredita.
Mentir só pode nos levar à loucura, afinal como podemos sustentar tantos personagens de uma única vez?
Uma coisa importante que aprendi com isso é a conseqüência por ser dessa forma... Ou seja, mentir faz com que sejamos sozinhos, abandonados, isolados, faz com que as pessoas nos menosprezem e não confiem em nós. Faz com que sejamos tão desacreditados que depois de uma vida assim, nem se estivermos morrendo ninguém mais nos ajudará. E o mais triste de tudo isso é saber que inevitavelmente você ficará perdido dentro de situações que já saíram de seu controle e que nem você pode dizer mais se são mentiras ou verdades.
Por isso não me arrependo nunca de, mesmo diante de situações não tão agradáveis, eu ainda sim digo o que verdadeiramente estou sentindo. Não espere ouvir de meus lábios palavras para massagear o seu ego, nem que eu vá mentir só pra que você não fique chateado, afinal, hoje eu ainda quero me deitar pra dormir, e ao fechar meus olhos reafirmar dignamente cada uma das teorias em que acredito.

sábado, 21 de maio de 2011

Sentimentos


Essa semana eu tive uma grande sacada, como diria um de meus professores da faculdade.
O que mais atormenta a vida dos seres humanos é algo que de fato não se tem muito que falar, não há uma maneira de controlar e pior, nos pega sem nos avisar. São os sentimentos.
Sentimentos de todas as espécies, desde os mais brandos, suaves, calmos, tranqüilos, aos mais devastadores, mortais, quentes e muitas vezes enlouquecedores.
Os sentimentos são tão fortes em nossas vidas que tentamos a todo custo evitá-lo, correndo atrás dele. Isso mesmo! Parece fora de lógica dizer isso, mas é exatamente assim que funciona, evitamos sentir, mas queremos que os outros sintam por nós.
Adoramos sentir nosso ego massageado diante de uma bela declaração de amor. Chegamos a ficar bobos quando uma pessoa demonstra verdadeiro interesse pelo que nós achamos importante.
A fonte dos sentimentos... Ah, quem não gostaria de saber onde esta se encontra e poder beber um cálice apenas do melhor de todos eles, ou mais que isso, quem não gostaria de poder fazer brotar no outro o sentimento tão desejado?
Ainda bem que não temos esse poder. Imagina o caos que seria a vida de todos nós diante do João que gostava da Maria, que gostava do Carlos, que era apaixonado pela Joana, que se casou com o José, mas que era infeliz, pois amava a Francisca.
Sem contar que quantas desistências não aconteceriam, afinal quantas vezes desejamos algo de todo coração, mas que ficar sem nos faz pensar que realmente não seríamos felizes se o tivéssemos...
Os sentimentos de maneira geral são sempre confusos, um demonstra que gosta demais, o outro, mesmo com tamanha demonstração, não percebe nada demais; uns arrumam motivos para acharem sentimentos onde nem existem, outros justificam seus sentimentos ou pior ainda, a falta deles.
Todos nós sentimos, seja de maneira intensa, seja de uma forma mais branda, seja o amor água com açúcar, ou até mesmo o amor avassalador... Sentir todos sempre iremos sentir. Mesmo que seja    raiva,ainda assim, vamos sentir.
Sentimos raiva quando alguém nos ofende, quando nos sentimos lesados, sentimos várias coisas ruins, e dependendo dos acontecimentos, dizemos que estamos sentindo tudo de uma só vez. Nossa sorte é que nosso corpo vem preparado pra sentir tudo isso, seja a avalanche emocional de carinho, felicidade, amor ou o vulcão em erupção da raiva, da mágoa, da rejeição...
A coisa mais importante diante de tudo que foi dito é que sentir realmente é importante. E um tal psicanalista há muito tempo falou, e dizem que é verdade, que nenhum sentimento deve ser contido, ele realmente deve ser sentido. E de sua sensação devemos ter uma catarse, para que assim possamos abrir mais espaço para novos sentimentos entrarem...